Comissão especial do devedor contumaz pode votar proposta em outubro

Comissão especial do devedor contumaz pode votar proposta em outubro

A comissão especial que analisa o Projeto de Lei 1646/19, com medidas para punir o devedor contumaz, pode votar a proposta em 22 de outubro. O plano de trabalho apresentado nesta terça-feira (13) pelo relator da matéria, deputado Arthur Oliveira Maia (DEM-BA), prevê a realização de audiências públicas até 11 de setembro e a apresentação do parecer no dia 27 do mesmo mês.

“Buscaremos ouvir as considerações de diversas entidades vinculadas ao poder público e ao setor produtivo, bem como especialistas do ramo acadêmico”, sugeriu Maia.

Na reunião, a comissão aprovou requerimentos de audiências públicas para ouvir o ministro da Economia, Paulo Guedes; o secretário especial da Receita Federal do Brasil, Marcos Cintra; o procurador-geral da Fazenda Nacional, José Levi; representantes da indústria, do comércio e das microempresas; entre outros.

Arthur Maia quer obter dados concretos sobre o problema e identificar alternativas. “É importante para que o pagador de boa-fé seja privilegiado. O que existe hoje no Brasil é uma inversão de fatores: um Refis atrás do outro, sempre mais benéfico que o anterior, para beneficiar quem deixa de pagar. Não tem nada de justo ou de educativo”, destacou.

O relator avalia o projeto de lei não sofrerá oposição. “O que se fará aqui é um aperfeiçoamento do texto”, disse.

“Todos os deputados com quem conversei querem uma cobrança mais eficaz da dívida ativa da União”, completou.

O relator citou dados da Procuradoria da Fazenda que apontam que o estoque da dívida está em torno de R$ 2,1 trilhões, devido por 4 milhões de contribuintes. “Quando separamos aqueles que devem acima de R$ 15 milhões, o número de devedores cai para algo em torno de 15 mil, que são responsáveis por 2/3 da dívida ativa”, alertou. Para Maia, a Fazenda Nacional precisa priorizar essas cobranças mais vultuosas.

“Temos que separar o devedor que eventualmente teve algum problema e terá direito a fazer a renegociação da dívida daquele devedor que adota o não pagamento como comportamento permanente”, concluiu.

Fonte: Câmara dos Deputados

Acatada emenda do deputado Arthur Maia à MP que altera a Política Nacional de Irrigação

Acatada emenda do deputado Arthur Maia à MP que altera a Política Nacional de Irrigação

O relator da Medida Provisória 824/18, que define novas regras para a Política Nacional de Irrigação (Lei 12.787/13), acatou emenda do deputado Arthur Maia (BA) que estende a possibilidade de renegociação das dívidas do K1 aos irrigantes registrados na CODEVASF e no DNOCS como pessoa jurídica. O coeficiente K1, calculado anualmente, corresponde ao pagamento do investimento de capital público na infraestrutura de um projeto.

Arthur Maia lembrou, durante reunião da Comissão Especial, que a Lei 13.340, de 2016, dava esse direito apenas aos irrigantes pessoas físicas o que, para ele, se tratava de “uma grande injustiça”. “Os lotes são os mesmos, do mesmo tamanho e os irrigantes estão submetidas às mesmas condições de trabalho e de produção. Não havia razão para permitir a renegociação apenas para pessoas físicas”, disse.

O deputado destacou ainda a importância da emenda para que haja tratamento isonômico entre as pessoas físicas e jurídicas e para que a lei não resulte em desestímulos à formalização desses empreendimentos. “Essa é uma medida que beneficia milhares de famílias de produtores rurais do Nordeste. Quero dizer da minha alegria e registrar o meu agradecimento ao relator por acatar nossa sugestão”, disse.

A MP

A MP 824/18 altera a Política Nacional de Irrigação para impedir que o agricultor perca a propriedade da área individual destinada em projetos públicos de irrigação no caso de desrespeito às obrigações previstas em lei. Pelo texto, o poder público não poderá mais retomar a terra que estiver hipotecada ao banco oficial responsável pelo financiamento do projeto. Caberá à instituição financeira comunicar ao poder público a existência da hipoteca.

O objetivo da medida é permitir que a área do produtor irrigante seja utilizada como garantia real hipotecária, o que dá segurança jurídica às instituições financeiras, facilitando a liberação de crédito por parte delas. Segundo o governo, os financiamentos aos PPIs estão paralisados e a MP pode ajudar a reverter essa situação.